Dizem que um grande amor nunca se esquece.
O que fica, então, de um amor vivido pela metade? O que sobra de um meio amor? Duplicam-se as sensações numa só alma, é o dobro da angústia, da agonia, resta a mágoa das memórias que não foram.
Que amor subsiste num coração que bate na distância, que quebra na nascença da ausência, morre na solidão que lhe merece? O autêntico, o supremo, aquele amor, o que vive das lágrimas perdidas no silêncio, do sangue derramado nas paredes de um quarto vazio e sem tecto.
Onde está o céu que se contempla de uma cama sem lençóis amarrotados? Não há pétalas de rosa em seu redor, as velas apagam-se na fuga do frio do soalho entorpecido pelos passos da demora.
Morrem as estrelas sorridentes numa madrugada quente de Setembro, são agora fantasmas do infinito.
1 de Setembro de 2014
O que fica então dessa metade, desse meio??
ResponderEliminarDiria que fica o sonho, a fantasia... viveremos então de sonhos eternamente!
adorei, muito mesmo, as tuas palavras são verdadeira poesia...
beijo no coração
Fica o vazio.. mas os sonhos, esses, nunca morrem..
EliminarObrigada, minha querida closet, pelas tuas palavras sempre doces :)
Beijo na alma
Permita-me, expressar-me poeticamente:
ResponderEliminarEpiderme da Alma
Na gestação do pensamento
respira o delíquio sonho.
O aroma da madrugada,
agoniza-se no prolixo da noite,
impregnado de expectantes oásis.
Nas varandas das minhas pupilas
instalam-se as paisagens do teu corpo.
Perfumadas pelas minhas mãos,
sempre que viajas na minha mente.
No céu escancarado
escondem-se as nuvens
que não passam nas várzeas
das perdidas consciências.
Jorram perpétuos desejos,
coalham-me a epiderme da alma,
trespassam a intrepidez do meu sonho
num absorto e perdido Amor.
Joni Baltar
Obrigada pela visita e pelo belo poema que me deixou..
EliminarSaudações poéticas : )
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