13 agosto, 2017

Do amor dela por ele

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 (Imagem retirada de: google imagens)


 


'Amo-te. Não desde o primeiro dia em que te vi, mas desde o momento em que me sorriste. Eras tão bonito.


Sim, amo-te. Talvez por seres a minha melhor recordação, a minha mais doce memória. Tenho saudades tuas. E agora, que faço com a saudade? Amarroto-a como a um pedaço de papel, deito-a ao vento, arranco-a de mim? Ensinas-me como se faz? Ou confesso-me a ti e digo que ainda te amo depois de tantos anos? Eu sei que um dia vai passar, eu sei, mas fazes-me falta nas tuas gargalhadas. Faltam-me as tuas mãos para dar, o teu beijo oferecido com verdade e o abraço que me tirava os pés do chão.


Um dia perguntei-te se dançavas comigo e tu disseste que não sabias. Nunca tiveste jeito para dançar, trocavas os passos, lembras-te? Mas, mesmo assim, dançámos num tropeço e nada mais importou. Podia ter morrido de amor nessa dança. Fomos tão felizes.


Queres envelhecer comigo? Seria bom que pudéssemos escolher com quem ficar e essa escolha fosse recíproca. Escolhia-te a ti para partilhar o que ficou do nosso intervalo.


Sonhar alto é sonhar-te. E eu sonho-te tanto. Espero por ti ou encontramo-nos para lá das estrelas, um dia, quando formos alma?'


 


para o J., de Laura