30 dezembro, 2013

Esperança rubra


(imagem retirada de google imagens)


 


Fecho a porta do meu sótão e olho em meu redor. Por entre o cor de rosa das paredes, do tecto, da janela, das portas e dos móveis, pinceladas escarlate escorrem devagar. Tulipas, rosas e cravos vermelhos abundam o chão. Enfeito os meus cabelos, visto-me de flores e danço nos meus sapatos encarnados.


É o início de uma nova era. Consigo sentir o cheiro a liberdade, é tão grandiosa, tão imensamente bela que a cor cálida que mora agora neste canto depara-se com o rubro do meu coração.


Sinto um alívio arrepiante, há uma serenidade quase transcendental que se aconchega a mim e toca a minha alma que ganha corpo e se envolve em aromas purificantes, outrora desmaiados pela perda.


Tudo começa a fazer sentido depois das lágrimas, ocultas, derramadas em todos os meus silêncios, apertos de peito na ausência da coragem que pensava inatingível. Aquela que hoje chama por mim, canta o meu nome e me abraça a declamar.


Tirei as algemas, quebrei as correntes que me arrastaram durante anos a fio. Há um sorriso no meu rosto que se rasga e ganha asas, abre a janela do meu sótão e sobrevoa os jardins que sempre sonhei.


E continuo nesta dança intensa, que não me vai fazer parar em momentos de incerteza. Porque certa é a urgência do não querer e ao fundo do corredor do meu sótão, que já tem a marca dos meus passos, há um caminho. Tem brilho e é da cor do meu sangue.


 


 


Desejo a todos os que espreitam o meu sótão um Feliz Ano Novo.

13 dezembro, 2013

Inspira-me #4

Chega de lamechices e de sofrer por sonhos do passado, impossíveis, jamais inatingíveis. Toca de participar nos desafios do blogs do sapo e vai desta e inspiro-me mesmo.


 


5 coisas que gostaria de receber no Natal:


 


1. Saúde para as mulheres da minha família: avó, mãe e irmãs (já agora, para mim também)


2. Liberdade para escolher o meu caminho, depois da difícil decisão que tomei a nível da minha vida profissional


3. Manter os poucos amigos que tenho


4. Conseguir reunir os elementos necessários para a publicação de um livro das minhas histórias


5. Batimento cardíaco compassado, acertado para a minha pessoa


 


Resumindo: Paz e Sorrisos..? Querido Pai Natal, é isso mesmo.

Eternamente incompleta...


...é como me sinto...

Um sonho perdido

Dançaria assim... sempre e até sempre...

este é só um exemplo... há tantos mais...


...mas o destino não quis e fiquei pelo caminho :(

19 novembro, 2013

Um café e um cigarro


 


Procurei-te pela casa. Estavas na varanda como tantas vezes.


Acendeste um cigarro e fumaste-o enquanto bebias um café sofregamente. Voltaste a acender outro, mas deixaste-o ficar por entre os dedos até se extinguir na sua última chama.


Olhavas as pessoas que passavam ali perto, os carros que circulavam devagar, as casas lá ao longe na cidade.


Parei no quarto a ver-te, parecias-me triste, mas sentiste a minha presença e esboçaste um sorriso como sempre fazes.


Pediste para sentar-me a teu lado, pegaste na minha mão, acariciaste o meu cabelo com ternura e docemente, muito docemente, murmuraste amo-te tanto com a mais pura das verdades nas palavras.


O silêncio veio depois, ficaste a observar um par de namorados que andava alegremente de mãos dadas e olhaste para mim como uma criança abandonada.


- Sabes? Hoje lá no curso disseram-me que eu irradiava felicidade - disseste com um brilhozinho nos olhos - Mas sabes? Queria levar-te a sair, levar-te a jantar e não posso. Mas, se quiseres, levo-te a passear ao jardim, namoramos no meio da natureza e respiramos as cores que ela tem para nos oferecer. É tão bonita a sua essência.


E eu fiquei a pensar. Haverá sentimento mais belo do que este? Se existir será assim tão imenso, tão intenso, tão genuíno?


Se assim for, meu amor, estarei aqui até ao despertar dos teus silêncios.


 


 


imagem retirada de: http://weheartit.com

Inspira-me #3

'O menino dança?'


 


Eu até poderia dizer que dançaria com o Johnny Deep ou com o Jared Leto, dois rapazinhos que considero de uma beleza extrema. Mas vou mencionar um homem português, porque há que valorizar quem temos por cá. Para além de ser um excelente actor, tem um sorriso de cortar a respiração.


 


Filipe Duarte


 


Lindo de morrer. Para mim, claro.


 


Participação para o inspira-me do blogs do sapo.

11 novembro, 2013

Há 6 anos no sapo blogs

Fez ontem 6 anos que comecei nas andanças por aqui e confesso que tem sido uma aventura deveras gratificante. Obrigada a quem me acompanha com carinho e à equipa do blogs do sapo.


Reitero o que deixei neste cantinho há um ano atrás: http://omeusotaoecorderosa.blogs.sapo.pt/50801.html. A única diferença é que mudei de nome ao blog, mas já o fiz tantas vezes que já não é novidade.


Parabéns a mim!, mas a coroa pertence ao sapo.


E como serei criança eternamente e acho esta imagem uma ternura, toma lá um beijinho sapinho :)


 



 (imagem retirada de sapo fotos sem referenciação de autor)

10 novembro, 2013

Inspira-me #2

'Um hábito/vício que não consegue perder'


 


Café, café


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Café. Não consigo passar um dia sem beber café. Um, dois, três, quatro. Dificilmente ultrapasso esse número, salvo raras excepções.


Bebo café não pelo facto de precisar de ingeri-lo para acordar, mas pelo seu sabor delicioso, pelo aroma que me envolve, pelo sabor que me fica na boca.


É, também, benéfico à saúde. A cafeína alivia problemas respiratórios e eu, como asmática que sou, uso e abuso.


O café faz-me bem à alma, inspira-me. Com ele a meu lado balanço na fantasia, soltam-se-me as letras na ponta dos dedos e construo histórias.


 


Participação para o inspira-me do blogs do sapo.


 


imagem retirada de: http://weheartit.com

09 novembro, 2013

Parabéns ao sapinho

Atrasada por uns dias, mas é sempre tempo de celebrar. Eu faço-o desta forma, desejando à equipa dos blogs do sapo as maiores felicidades ao longo do seu percurso. 


É com muita honra que escrevo no sapo, aquele batráquio que nos deixa entrar no seu mundo e nos dá liberdade para escrever, criar. Desde 2007 tenho conhecido blogs indescritíveis, formas de escrita envolventes e outros tipos de arte simplesmente fenomenais. Aqui cruzam-se emoções, misturam-se lágrimas, risos e sorrisos. Partilham-se alegrias, tristezas, abrem-se corações e unem-se almas.


Por aqui também existem verdadeiros construtores de sonhos, onde podemos escrever até onde o nosso imaginário nos levar. Aqui publicam-se livros, materializam-se quimeras.


Obrigada, sapinho, e muitos parabéns!


 



(imagem retirada de sapo fotos sem referenciação de autor)

01 novembro, 2013

Halloween

Não fui voar a noite passada. Fui trabalhar :(


Mas ficam aqui 2 imagens que encontrei no Facebook e achei o máximo!!!


E teria sido assim, se tivesse ido curtir a night de vassoura e abóbora na mão:)


 



 


E depois de voar, acabaria desta forma. Provavelmente. Ahahah


 



 


 


imagens retiradas de: facebook

24 outubro, 2013

Eu quero morar dentro de um livro


 


Eu quero morar dentro de um livro. Acordar as princesas e os príncipes, que jazem nas letras das histórias, e fazê-los dançar sobre as folhas em branco que sobraram. Erguer os castelos que ficaram dos contos que tiveram um final feliz. Quero pintar cada página com as mil cores das pradarias, o mistério das florestas, o ardor do sol em fins de tarde de verão, a nudez da lua cheia envolta nas estrelas e o cristalino das águas que beijam as areias num gemido.


Eu quero morar dentro de um livro. E quero que tu, meu amor, sejas as páginas que me acolhem ao deitar e me confortam o sono com as palavras que me deixas num rascunho: Estou aqui até ao despertar dos silêncios.


 


 


imagem retirada de: google imagens

23 outubro, 2013

13 maio, 2013

Pequena carta ao tempo

 



 


'Não posso ficar agarrada a uma lembrança fantasiosa. Simplesmente, não posso.


Fiquei presa a uma mentira alucinante e os ponteiros do relógio pararam no delírio. As horas converteram-se em minutos, os minutos em segundos e os segundos em vazio. Amei em silêncio e mergulhei numa dança solitária, voei junto às estrelas de um imaginário sem fronteiras.


Mas o destino desferiu-me um duro golpe, perdi os sapatos de pontas brancos e desfizeram-se as asas púrpura de veludo.


Agora, as lágrimas secaram e o coração partiu-se.


É tempo de recomeçar. Os dias não morreram e eu preciso, urgentemente, de viver.


 


Laura'


 


 


 


imagem retirada de: google imagens

05 maio, 2013

O sótão que era cor de rosa e o gato preto

Laura esperou dois mil e sessenta e cinco dias (aproximadamente) por alguém que, afinal, não conhecia.


Foi ao fundo do baú, guardado num canto da antiga sala de costura do velho sótão, agarrou na ametista, saiu de casa e lançou-a ao vento. Pensa que caiu ao rio e foi levada pelas tempestades. Duarte fora a maior (des)ilusão da sua vida e Laura não encontrara o lugar da felicidade.


Mudou de nome e pintou o sótão de cinzento. Pincelou as paredes, o tecto, as portas, os móveis antigos. Abriu a janela, viu o céu da mesma cor e não conseguiu voar. As asas tinham voltado a prender-se aos ramos da árvore que ensombrava o velho sótão, outrora cor de rosa.


Enquanto varria a poeira do passado que estremeceu a sua vida, encontrou um gato preto junto ao baú, que olhava para ela como quem pede carinho maternal. Pegou nele ao colo, passeou com ele, comprou-lhe uma alcofa, educou-o e fez dele sua companhia. Quem sabe não lhe daria sorte, em vez daquele azar tão temido pelos supersticiosos mais convictos?


O nome do gato? Ainda hoje não tem, não vá o destino pregar-lhe mais alguma partida. Afinal, tudo tem a ver com nomes. Laura chama-lhe, apenas, gato preto.

19 abril, 2013

Basta!

Basta, peço-te. Tenho urgência em libertar-me das memórias que te pertencem.


Sabes que só se vive uma vez em consciência plena e que um dia tudo se torna tardio e ilógico.


Parece-me, por vezes, que esqueço que a era da fantasia acabou e que é tempo de fechar o baú de todas as incertezas. Mas agora, finalmente, estou certa de que tudo não passou de uma ilusão sem limites.


Basta, grito-te agora. Porque já não importa apenas pedir-te. Basta deste tormento que me corroeu a alma. O coração, esse que arrancaste de mim, já não bate por ti (nem por ninguém). Deixei de te amar. Pura e simples(mente).


Podes ter roubado o meu coração, mas não conseguiste levar a minha alma.


Foste a pior história que me aconteceu.

09 abril, 2013

Dia Internacional dos Ciganos - 8 de Abril

'Ciganos. E mais uma vez a minha raiz humana estremeceu. São eles que me dão sempre a medida absoluta da liberdade que não tenho e por que suspiro. Anarquistas em espírito e corpo, lembram-me príncipes do nada, milionários do desinteresse, sacerdotes da preguiça, ampulhetas obstinadas onde o tempo não se escoa.'


Miguel Torga. in Diário VII, 1954


 


 


Ciganos. São eles e a sua rumba flamenca, que lhes pertence, que me oferecem o desejo de dançar até sempre nas areias. Trago na minha mala de viagem, bem guardados, o tom ondulante das vozes, os dedos agitados nas guitarras e o frenesim do ritmo dos corpos. Quando os lembro, sinto a essência da profunda liberdade.


 Leonor Teixeira


 

21 março, 2013

Dia mundial da poesia

'Ser poeta é ser mais alto...'


 



 


Em 2011, eu escrevi assim:


 


Eu queria homenagear todos os poetas


Cantar-lhes em verso as mais belas palavras


Fazer dançar as estrofes que ficaram


Nos poemas mais sentidos que nós lemos...


 


Parabéns a todos os poetas! 

16 março, 2013

Do que gosto

Gosto de ouvir o tic tac do relógio de parede no silêncio dos fins de tarde. Gosto de olhar para os ponteiros e pensar que estou junto à torre Eiffel, de mãos dadas com um anjo.


Gosto da luz fosca do candeeiro de rua que entra suavemente, por entre cortinados de cetim, num quarto de hotel em Paris.


Gosto de ouvir a chuva bater nas pedras da calçada, de vê-la brilhar no asfalto, senti-la a cair-me no rosto. Gosto da neve que não vejo mas imagino, de tê-la nas minhas mãos e patinar numa pista de gelo.


Gosto. Gosto das coisas simples, muito mais do que gosto de ti, tanto que já não sei se te lembro, apenas sei que não te lembro como dantes.


Gosto de não saber se te lembro, mas gosto ainda mais de saber que em parte te esqueci.


Gosto de ver os ponteiros do relógio a andarem, significa que a vida não morreu. Mas gosto de inventar que param num qualquer instante, sempre que o sol ou a lua entram no quarto onde durmo, seja em que lugar do mundo for.


Gosto de saber que te lembro pouco, muito pouco e pergunto-me se ainda sei do teu sorriso, porque do teu olhar apenas sei a cor.


Gosto do som do suspiro, aquele que vem do alívio de saber que já não estás no despertar que descubro e no adormecer que fantasio.

27 fevereiro, 2013

Cenário sombrio

 



 


Não sabem.


Não sabem o vazio das madrugadas. Não sabem da solidão desse vazio, que a transporta a um imaginário incomparável, a conduz aos cenários mais umbrosos onde a luz entra, desmaiada, por entre os ramos mais altos das sequóias.


Ela e os lugares fantasmagóricos, ela e as sombras.


Aprendeu a gostar desse vazio, do que a acompanha nas brumas, cheira-lhe a silêncio e a memórias, sabe-lhe a incenso e a velas.


Não sabem.


Não sabem da solidão que vem do vazio, não sabem do silêncio que chega, sereno.


Não sabem. Ninguém sabe.


Dêem-lhe folhas brancas e lápis de carvão. Dêem-lhe liberdade para lançar palavras, as suas, ao barco de papel que ondula, envolto em cisnes, num lago de névoas densas.


Deixem-na desenhar esse cenário e pintá-lo com as cores da sua alma.


 


 


imagem retirada de: google imagens

24 fevereiro, 2013

No Estendal da Maria

De volta ao trabalho há três dias. Palavras para quê? Haja saúde.


 



 


Fui buscar esta imagem ao Estendal da Maria, blog criado em 2009 por Maria das Quimeras - agora Diana V. - que convidou, para estenderem roupa na corda, a Marta - apelidada de Sonhandoaosquarenta e agora irreverênciasnofeminino -, a Ametista - eu mesma e agora Leonor - e o nosso querido Cúmplice do tempo, sempre fiel ao seu pseudónimo.


Para esta parceria existir, houve regras a cumprir que foram as seguintes:


 


. Obrigatório infringirmos todas as regras


. Divertirmo-nos sempre


. 'Lavarmos a roupa suja' quando preciso


. Partirmos a loiça se necessário


 


Não resisti a deixar aqui o link de um dos textos publicados nesse ano e escrito por mim, ex-Ametista. Porque há uma necessidade urgente de nos rirmos atrevi-me a fazer este post, mesmo não tendo a certeza se irá rasgar sorrisos e porque penso que não podemos viver apenas com a terrível sensação de estarmos a afundar-nos no país lamacento em que subsistimos.


Ora aí está o texto:


 


http://noestendaldamaria.blogs.sapo.pt/6832.html


 


Já me ri até às lágrimas com todos os posts da malta lá do estendal, com a alegria que cada um deles comportava ou ainda comporta para além dos comentários, dignos de serem lidos.


Tudo isto para dizer que devemos rir, rir muito, brincar e esquecer, por todo e qualquer momento, a crise deplorável que invadiu as nossas vidas. Temos de fazer com que as alegrias possam ser possíveis.


Pessoal do estendal, bora pôr molas na roupa?


 


Beijinhos a todos com uma enorme saudade da camaradagem existente na altura e das nossas gargalhadas infindáveis.

18 fevereiro, 2013

Baloiço, tu que balanças ao vento sem mim...

 



 


... já não sei amar.


 


Perdi essa enorme capacidade, deslizou por entre os meus dedos sedentos de amor, ano após ano.


Sinto uma rocha no lugar do coração e nem sequer me importo. Eu, que amei toda a vida, que viver sem palpitações não era viver mas morrer devagar ou, simplesmente, existir. Eu, que sofria até à angústia mais profunda, num silêncio tão maior, por um amor não correspondido. Estava viva.


Já não me entristecem os desencontros, já não choro. Já nem sei o sabor de uma lágrima que cai pelo rosto até ao queixo trémulo, deixando para trás os lábios mudos.


Pego num cálice de vinho tinto, que não gosto, e brindo ao vazio do baloiço de jardim onde, vezes sem fim, oscilei. Brindo às histórias que lhe inventei e que secretamente lhe contei em serenos balanços, intermináveis.


Já nada nos une, a mim e ao baloiço. Nem as palavras, pois já nem sei ler, já não sei escrever.


Já não sei amar nem sinto nada.


Deixei de ser eu. Quem ficou no meu lugar, que não conheço, sem pulsar, sem escrever, sem baloiçar?


 


Baloiço, tu que balanças ao vento sem mim, esperas que volte para me contares os segredos que guardaste e eu esqueci?


 


 


 


imagem retirada de: google imagens

17 fevereiro, 2013

Abraço

 



 


O abraço é um poema, quando dado de alma plena.


É no abraço que se sente a verdade do momento.


 


 


 


imagem retirada de: http://weheartit.com

16 janeiro, 2013

A morte dos sorrisos


 


Já não há voz nas palavras, há gritos mudos. As almas vão adormecendo com as idades e choram no silêncio amargo dos vazios.


Morreram os sorrisos, não consigo escutar os seus encantos. Morreram, como vão morrendo os sonhos. Como morrem os amores e as esperanças de quem inventa histórias de felicidades inatingíveis.


Como quebrar a barreira entre o rasgar dos lábios e a força desmedida de cerrá-los?


E as danças, as danças que aclaravam as noites escuras? Morreram com os corpos que se deitam, sisudos, nas areias de um tempo que é longínquo e se transforma.


Preciso do silêncio doce que a sedução das ilusões me transporta. Preciso dos sorrisos que se soltam nos versos dos poetas e das danças das letras em folhas brancas.


Mas morro no cais ao lado de gritos mudos, como uma pedra que se solta da calçada e desaparece nas marés.


 


 


imagem retirada de: http://fotos.sapo.pt/

03 janeiro, 2013

Delírios de início de ano?

 


Dou por mim de braços cruzados no sofá, frente à televisão, os dedos sufocam-me a pele dos pulsos. Faço uma força com o corpo que não percebo, o meu olhar pára e o pensamento viaja até um lugar que nem eu própria sei qual é.


Tive uma noite agitada, sonhei com pessoas que fazem parte de um passado longínquo, no entanto as acções têm a ver com factos recentes e eu sinto-me confusa. Não sei o significado de tamanha miscelânea.


Pergunto-me a razão desta tristeza que se apoderou de mim mas não obtenho resposta. Será resultado de ter estado num bloco operatório e ter a percepção de um adormecer eterno e, ao acordar, sentir a alma fora do corpo antes da consciência estar em pleno?


Enfim, desabafos de quem precisa urgentemente de viver, com risos partilhados e sorrisos genuínos, abraços sentidos e gargalhadas sãs, correrias campestres e danças sem fim.


Delírios de início de ano?


Whatever.


Desejo que o ano de 2013 traga saúde e amizade a todos.


 


Um abraço e sejam felizes.