14 maio, 2026

Outro adeus, depois de tantos outros

Hoje, foi mais um dia para dizer adeus.

Ultimamente, tem sido assim. Muitas partidas, muitas despedidas. Todas dolorosas, cada uma de forma diferente. 

Hoje, a minha alma está vazia. Não tem palavras doces ou pensamentos poéticos. O único poema é ter acenado, uma vez mais.

Estou zangada. Zangada com Deus, com os seres superiores, com algo, sei lá. Estou zangada por teres ido cedo demais, por te terem levado para outra dimensão ou para um sítio que ainda ninguém soube explicar ou descobrir.

Já não há lugar para gargalhadas. 

Temos perdido tanta gente da nossa terra. Uns com mais idade, outros com menos e outros tão mais novos. Amigos, conhecidos... sei lá. 

A vida passa a um vazio atroz. A injustiça do destino revolta-me, é insuportável a tristeza que fica, sem retorno. E quando não há maldade, mas apenas bondade e sede de viver, a fragilidade da ausência é tão maior.

E assim tudo acaba, de um dia para o outro.

P.S. Ainda hoje dizíamos uns aos outros: 'mas quando nos encontramos é sempre neste lugar?, que tristeza. Bem, vimos todos aqui parar, mais cedo ou mais tarde'.

10 maio, 2026

Ainda...

(imagem retirada da net)