Pedi ao rio das memórias que corresse a meus pés e me deixasse ficar junto às bermas, onde acabam as ausências. E tu vieste até mim numa doce manhã de Abril.
Trazias contigo retalhos de um lugar onde as palavras ficaram, embebidas nas lagoas do tempo, esquecidas pela demora das angústias.
Vieste, despido de encontros, transbordavas emoções do que não viveste e confessaste-te no silêncio dos atalhos.
Colheste uma flor do meu jardim e enfeitaste os meus cabelos, sentiste o aroma a Primavera, ajoelhaste diante de mim e disseste:
'Voltei para ter o teu perdão ou morreria no vazio dos desertos, sem letras e sem sentidos e onde tudo acaba em solidão'.
Acordei de um sonho em fins de Abril. Estava sentada na berma de um rio que corria a meus pés. Ao longe, um deserto envolvia um lago azul onde palavras repetidas dançavam nas areias.
(Texto escrito em 3 de Dezembro de 2011, adaptado para a Fábrica de Histórias)
ResponderEliminarOlá amiga
Quantas saudades!!
Gostei de te ler, como sempre
Há sonhos que nos trazem situações reais, de facto vividas :-)
Beijinhos lunares
Leonor, bom dia!!!
ResponderEliminarTudo bom contigo?
Esta "fabrica de histórias" tem sorte, tu és uma empregada fabril esmerada
Bjinho
Mudaste para o sotão e eu sem dar por isso.
ResponderEliminarRosaste as paredes e elas aquecem o olhar do visitante.
BFDS
Gotinha, querida amiga, saudades sim.. tantas..
ResponderEliminarEspero que estejas bem.
Obrigada :)
Um grande beijinho para ti e para o mano
Boa noite, neste caso :)))
ResponderEliminarVai-se arranjando um tempinho fora de horas. Enfim..
Espero que tu estejas bem.
Obrigada pelas palavras de apreço :)
Um grande beijinho
Pois foi.. mudei. Volta e meia faço obras cá na casa
ResponderEliminarAté queria mudar o nome, mas fiquei quieta e deixei só o sótão.
Obrigada, Flor :)
Boa semana