Nunca fui aquilo que quis ser. Fechei-me numa bolha abismal, por não conseguir ser o que realmente sou (ou era). Fui, apenas, aquilo que disfarçava pelas noites e que realmente não era. Eu, que queria ser livre como um pássaro, voar por onde era chamada a ser feliz. Eu, que queria ser mar e areia e paz, onde morava a minha eterna fantasia. E agora que tudo acabou, agora que já não tenho o azul onde ficar, morro aqui onde não quero, deixo-me ficar porque já não posso ir.
É tarde, tarde para devaneios dispersos, tarde para ser o que não fui. Tarde para ser eu, essência do vento nos cabelos, essência da maresia na pele. Afundo-me em ondas sem sal, aquieto-me numa praia sem areal e morro assim, sem mim, sem nada. Sou o exemplo do vazio, que toda a vida quis ser liberdade mas viveu prisioneira dos demais. E agora?, agora é tarde para voltar, já nem o mar me espera nem a areia nem nada, estou à mercê da sorte ou do azar.
E agora? Agora é tarde. A Laura morreu.
Muito triste, este post, mas equiparo a sua tristeza ao quanto bem escrito está. Sente-se um arrepio na pele, quando se lê. Também eu gostaria que tivesse sido de outra maneira...melhores tempos virão, quem sabe!! Adoro ler-te!
ResponderEliminarObrigada, maninha.. eu sei que és tu 🫠..
EliminarSabes como sou na escrita.. nostalgia, nostalgia..
Não te esqueças de trazer o teu blog para cá, ok?
Obrigada por teres vindo ao meu sótão e pelas palavras, sempre cheias de sinceridade.
❤️
Agora como Ónix, envio-te um beijinho. Ainda vais ser muito feliz por aqui. E utiluzando a velha máxima...primeiro estranha-se, depois entranha-se.
EliminarAcredito que sim.. obrigada ❤️
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