Às vezes, de noite, subo ao telhado do sótão, sento-me a ver as luzes da cidade e o frenesim do fim dos dias e penso que gostava de ficar ali para sempre. O meu sótão é cor de rosa. Como são todos os meus sonhos.
Quando era criança, fugia para o quintal da minha casa, subia ao olival pela figueira e vivia num mundo à parte. Depois, ouvia vozes chamarem por mim, era a minha mãe e a minha avó que não gostavam que eu me escondesse no meio do arvoredo e da bicharada. E eu gostava tanto. Mas depois descia e regressava a casa. Mais tarde, fugia outra vez e subia umas escadinhas que iam dar ao velho telhado do sótão e ali ficava, a olhar as estrelas e a inventar histórias, palavras e sonhos.
Assim era o meu sótão.

Obrigada pela visita e palavras. Saúde e paz, sim, e esperança para se sobreviver nos dias que correm
ResponderEliminarQue saudades eu tinha das tuas palavras
ResponderEliminarObrigada Green
EliminarSaudades
Impossível não recuar no tempo, esse ingrato que arrasta tudo com ele. Ficam as boas memórias de infância. Adoro ler-te!
ResponderEliminarAbracinho
O relógio não pára, esse maldito. Parece que os ponteiros deslizam mais depressa na demora de ficar.
EliminarAbracinho para ti e vai passando