15 maio, 2018

Até um dia, velho amigo

Há nove anos atrás pedi que voltasses depressa para nós:


 


Perdeste-te nos dias e ficaste do outro lado da vida. Não sei se voltas.


Fico deste lado entre lágrimas e sorrisos. São lembranças dos tempos de outrora que não se repetem. Passam os anos, separam-se as gentes da terra que nos viu crescer.


Onde ficámos nós? Afectos conquistados, laços construídos, momentos partilhados deixados para trás. Abro o álbum de fotografias e sinto uma angústia quase insuportável. As lágrimas caem e a alma dói. São vidas separadas por um destino incerto, viagens marcadas para lugares diferentes.


E choro. Choro por ti e por quem te guarda no coração. Choro, porque não consigo alcançar um sinal de esperança. E morrem os dias na agonia de nada poder fazer.


Tens de voltar, tens de viver. Há tanto que ainda tens por sonhar.


Espero o teu regresso, acendo uma vela e rezo por ti. Nas minhas preces reclamo o teu nome, imploro a tua vida.


 


Mas não regressaste, ficaste no intervalo, e hoje foi o dia do último adeus. Voltaram as memórias e são tantas, tantas, tantas. Vou guardá-las junto à saudade.


Espero que possas, finalmente, descansar.


a um velho amigo

3 comentários:

  1. A saudade de pessoas a quem queremos ou quisemos bem um dia... Um baú cheio de memórias.
    Bjn

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Verdade... memórias que já não voltam
      Beijinho

      Eliminar
  2. Ao ler-te, chorei...não consigo escrever mais nada. Beijinho

    ResponderEliminar

(deixa uma palavra para eu arrecadar no sótão)