12 março, 2018

Da distância

Disseste que o Ribatejo libertava os teus sentidos mais profundos, quem sabe proibidos, e que aqui eras feliz. 


Em Lisboa passa o Almonda que te corre na alma e tu, na tua irreverência, deixas para trás o teu Tejo e voltas com um sorriso, aquele que fizeste despertar nas gentes da minha terra. Tanto de ti ficou guardado em cada lugar que passaste, pedaços teus são tão nossos também.


A distância não separa corações ao alto, a ausência não dissipa amizades construídas de momentos partilhados e agora, sempre que vens, trazes contigo o teu Tejo e levas pedaços de Almonda no teu regresso.

3 comentários:

  1. Eu digo que escreves bem e que me tentaste enganar.
    E se essa era a intenção, foi bem conseguida.
    Tal como o leito de um rio, os amigos (e os outros) levam um pouco de nós em cada partida. Mas é no reencontro que a alegria transborda, como se fosse maré cheia.
    Que os vossos rios se cruzem e as águas sejam partilhadas muitas vezes.
    Beijos

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    1. Oooh Flor, obrigada...
      E tu? Escreves tão bem
      Beijinhos

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  2. Palavras muito bem escritas, como sempre. Adorei. Bjs

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