
Não sabem.
Não sabem o vazio das madrugadas. Não sabem da solidão desse vazio, que a transporta a um imaginário incomparável, a conduz aos cenários mais umbrosos onde a luz entra, desmaiada, por entre os ramos mais altos das sequóias.
Ela e os lugares fantasmagóricos, ela e as sombras.
Aprendeu a gostar desse vazio, do que a acompanha nas brumas, cheira-lhe a silêncio e a memórias, sabe-lhe a incenso e a velas.
Não sabem.
Não sabem da solidão que vem do vazio, não sabem do silêncio que chega, sereno.
Não sabem. Ninguém sabe.
Dêem-lhe folhas brancas e lápis de carvão. Dêem-lhe liberdade para lançar palavras, as suas, ao barco de papel que ondula, envolto em cisnes, num lago de névoas densas.
Deixem-na desenhar esse cenário e pintá-lo com as cores da sua alma.
imagem retirada de: google imagens
Como gosto sempre tanto de te ler!! As tuas palavras têm uma vida muito própria e, mesmo se por vezes tristes, são sempre belas.
ResponderEliminarUm grande beijinho Leonor
Obrigada, Natacha. Sabes que há sempre aquela queda para.. que fazer? Eu até acho que tu me compreendes..
EliminarUm grande beijinho para ti
A perspectiva dos sentimentos é sempre algo disforme.
ResponderEliminarE a quem escreve assim é proibido não deixar!
Beijinho
E é mesmo..
EliminarObrigada :)
Beijinho grande
Bebi por essa taça vezes sem conta. Ao longo da vida caí e levantei-me muitas vezes e aprendi a chorar para dentro: as fragilidades não são apenas negativas também nos ensinam alguma humildade.
ResponderEliminarHomem ou mulher somos todos frágeis... excepto os valentões que vencem sempre.
Um abraço.
Até os valentões têm as suas fragilidades, amigo João. Apenas não o demonstram a não ser 'na hora da verdade'.
EliminarEspero que esteja bem..
Um abraço
Não sabem
ResponderEliminarprescrustar a profundeza da alma humana. Mas há quem o saiba, tanto na vertente pessoal como na colectiva. E tenha a capacidade de o exprimir com tanta beleza. Para ler e reler.
Um abraço
Obrigada pelas palavras de apreço.. assim fico vaidosa (ou envergonhada?).
EliminarUm abraço
Adenda: as palavras não merecem ser adulteradas. Assim substituo a palavra intrusa pela que deve lá estar: perscrutar .
ResponderEliminarAmiga Leonor,
ResponderEliminarTenho passado por aqui para ver se sai fumo branco...
Espero que não seja por problemas de saúde.
Um abraço.
EliminarAmigo João, quando tenho vários turnos seguidos estou algum tempo sem vir aqui. Hoje atrasei-me.. andei por outros lados
A minha saúde está bem e a sua?
Obrigada
Um abraço
O silêncio e a solidão deixam-nos frente a frente connosco minha querida poetisa. Tão maior é aquele que consegue estar consigo próprio, não é para todos.
ResponderEliminar.. sem se deixar abater. Talvez, amiga, talvez..
EliminarAbraço do Ribatejo :)
Palvras que merecem serem lidas... maravilhosas, que nos deixam a pensar na solidão e em como esta não deveria existir. Adorei, apesar de alguma tristeza que carrega.
ResponderEliminarBeijinho
Sim. Triste, mas sentido. Que fazer?
EliminarNa escrita sou mesmo assim..
Jokinhas