Pedi ao rio das memórias que corresse a meus pés e me deixasse ficar junto às bermas, onde acabam as ausências. E tu vieste até mim.
Trazias contigo retalhos de um lugar onde as palavras ficaram, embebidas nas lagoas do tempo, esquecidas pela demora das angústias.
Vieste, despido de encontros, transbordavas emoções do que não viveste e confessaste-te no silêncio dos atalhos.
Colheste uma flor do meu jardim e enfeitaste os meus cabelos, sentiste o aroma a Primavera que disfarçou o Inverno, ajoelhaste diante de mim e disseste:
'Voltei para ter o teu perdão ou morreria no vazio dos desertos, sem letras e sem sentidos e onde tudo acaba em solidão'.
Acordei de um sonho. Estava sentada na berma de um rio que corria a meus pés. Ao longe, um deserto envolvia um lago azul onde palavras repetidas dançavam nas areias.
Saí das imagens e vim para aqui...
ResponderEliminarTu aqui consegues de facto dar a volta às coisas... com algumas palavras crias 1000 imagens
Abraço
querida Ametista, esse rio das memórias é tão desejado como perigoso... belo texto!
ResponderEliminarBeijinhos
Obrigada pelas palavras de apreço.. como agradecer-te..?
ResponderEliminarUm abraço :)
Bem verdade..
ResponderEliminarQuerida closet, obrigada..
Beijinhos mil :)
Como agradecer?? hummm, não agradeças que me embaraça :D .
ResponderEliminarAquilo que me fica sempre na mente quando leio assim um texto em que a sensibilidade está muito patente é... como é que as pessoas sentem aquilo que expõem.
Aquela coisa da "alma de poeta" a mim intriga-me :D :D
Fica bem, tem uma boa semana
Um bonito rio feito de palavras. Belas palavras feitas rio. Uma linda prosa feita de poesia.
ResponderEliminarAbraço
Também fico embaraçada com tantas palavras doces
ResponderEliminarSabes? A alma de poeta é algo quase inexplicável.. é realmente uma sensibilidade enorme e única.. como explicar melhor..? Quando se escrevem sentidos profundos, o mundo deixa de existir e a vida pára no instante.. é o fluir das letras..
Espero que também tu fiques bem :)
Um abraço
Muito obrigada. É o imenso amor às letras..
ResponderEliminarUm abraço
Olá Ametistazinha espero que estejas bem...Gostei muito do que escreveste, é uma história bonita apesar de um final menos alegre...
ResponderEliminarBeijinhos
Olá, ondinha.. estou bem :)
ResponderEliminarObrigada por passares. Já eu, estou em falta :(
Um beijinho grande para ti e para a mana
Este rio tão desejado um dia irá refrescar-te os sentidos. No entretanto, vivam-se os momentos. Absorvi cada palavra.
ResponderEliminarBeijinhos
Aqui está um texto bem ao estilo da nossa querida Ametista, que «brinca» com as palavras, e como ninguém as transforma em poesia. Pode até parecer fácil, mas não é... É necessário ter uma sensibilidade extrema que nasce com a pessoa e que é impossível de aprender, por mais mais que se estude, por mais que se leia. Um grande beijinho :)
ResponderEliminarGostei muito do teu rio, Leonor.
ResponderEliminarBeijinhos
Simplesmente delicioso...
ResponderEliminarBeijo enorme
Quem dera um rio..
ResponderEliminarCarpe diem :)
Bijous
Querido Cláudio, saudades de ler-te.. quando voltas a escrever?
ResponderEliminarObrigada pelas palavras de apreço.. são doces :)
Um grande, grande beijinho
Obrigada, viajante..
ResponderEliminarUm beijinho enorme :)
Querida Natacha, obrigada pelo carinho..
ResponderEliminarUm grande abraço :)
Ainda bem, tens de estar sempre bem Não estás nada em falta, até porque não vou cobrar, mas sabes que és sempre bem vinda, podes ir lá molhar os pés
ResponderEliminarBeijinhos
Já lá fui molhar os pezinhos e a água estava fresquinha
ResponderEliminarLá, pelos teus lados, é tudo tão azul
:)
Sim, a água está gelada, mas acho que dá para aquecer um pouquinho Fizeste bem amiga
ResponderEliminarBeijinhos