21 março, 2011

Tudo e Nada

 


Por ti sinto tudo e o que não sei,


contigo sinto tudo e sinto nada,


sem ti não sinto nada e nada sei,


o tudo e o nada são tudo o que não sei


e o que te sinto...


Sinto-te através da lua,


confidente que me escuta e compreende,


que me ajuda a libertar dos meus fantasmas...


Sinto-te através do ribeiro que corre a meus pés,


me dá água para matar a sede,


aquela que tenho de ti...


Sinto-te através do chão que piso e me faz levitar,


aquele que me deixa o teu cheiro


para te respirar...


Sinto-te através daquilo que não sei,


daquilo que te reconheço e não conheço,


daquilo que te quero e te confesso...


Sinto-te e perco as palavras, fico muda,


olho-te e deixo de ver, fico sem luz,


suspiro-te e perco os meus sentidos...


Respiro-te, vivo-te, é o tudo e o nada,


é o até sempre sentir-te...


Busco-te no teu lugar,


trago-te até aqui, vivo-te por aí...


Guardo-te em cada espaço que te sinto,


num sítio qualquer...


Sonho-te e caminho contigo


de mãos dadas num compasso acertado...


Sento-me contigo na areia,


navego contigo no barco que te inventei,


no cenário de um mar que te criei...


Sinto-te e eternizo-me em ti, em tudo e em nada,


E neste tudo e nada que não sei e que te sinto,


perco-me em ti e perco-te a ti...


 


 


 


(Poema escrito em 16 de Fevereiro de 2009) in Asas Perdidas


 

2 comentários:

  1. Fico sem palavras para comentar este poema... autêntico hino ao amor. Por isso" amachuco e faço calar as palavras".
    Simplesmente maravilhoso...
    Bjinhos

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  2. Acabaste de 'gritá-las'..
    Agradeço-te com um beijo enorme de mana para mana.. também tu és poeta, irmã de minh'alma..

    Beijinhos mil :)

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