15 janeiro, 2010

Pedido sem sentido

 


Querido Duarte,


 


Ontem, pediste-me para ficar. Mas eu saí apressada, na minha condição de não voltar. Caminhei sem rumo, perdi-me nas horas. Sentei-me junto ao rio que passa no jardim onde deixei guardados pedaços da minha felicidade. Lá, bem perto do céu, senti a luz do sol afagar-me o rosto ao mesmo tempo que a chuva caía sem cessar sobre o meu corpo. O vento insistiu em trazer consigo as palavras que disseste antes de partir. Gosto de ti, sussurraste. Mas eu saí sem olhar para trás. Esqueci o beijo que não demos, aquele que me pediste baixinho mas que não conseguiste roubar-me. Lembras-te?


'Não me afastes assim da tua vida'.


Sabes? As palavras também nascem, crescem, vivem e morrem.


E a chuva e o vento persistem em ficar.


 


Laura


 

6 comentários:

  1. Lindo... já tinha saudades dos teus textos maravilhosos.
    Não te preocupes... a chuva e o vento hão-de partir um dia.Voltará a brilhar então o sol com aquela intensidade que nos aquece o coração.
    Adoro-te, mana

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  2. Hi, mana, este tempo deprimente arrasa-nos a alma... faz tanta falta o sol para nos aquecer o coração, não é?
    Obrigada, querida...

    Adoro-te a ti (ups! Esta expressão paga direitos de autor, credo!)

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  3. Querida Leonor...

    Quanto o sentir mesmo em poucas linhas, quando se faz magia com as palavras ... até o pouco será muito..
    Gosto do Blog novo, gosto das palavras frescas e sabes que mais GOSTO DE TI!!!

    Abraços de minh'alma

    Quimera

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  4. Minha querida Quimera,
    Obrigada, amiga... adoro-te, tu sabes...
    Deixas-me de lagrimita no olho...

    Estás na minha alma... sempre e até sempre

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  5. "As palavras também nascem, crescem, vivem e morrem."
    Mas, e as recordações, as lembranças e o coração???
    Apagam-se com uma esponja?
    Complicado!
    Porque, há dias em que teimam em nos atormentar.
    Mas que hoje o dia seja de sol a brilhar e sorriso no olhar.
    Beijo amigo

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  6. Querida Flor,
    As lembranças, as recordações e o coração ficaram guardados num baú de memórias...
    Há momentos em que temos a certeza de que há lutas que foram em vão e as palavras caíram no chão...
    Quando não vale a pena, mais vale partir...

    Beijinho enorme e desculpa a ausência

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