Querido Duarte,
Queria escrever-te mais uma carta mas, desta vez, sem falar de corações destroçados, de sentimentos desencontrados. Queria escrever-te uma carta, sim, mas construída de palavras doces e coloridas, sem mágoas e lágrimas.
Não quero histórias sobre confissões do que senti por ti, dos gritos silenciosos de um amor que durou demasiado tempo, tanto que não sei quanto. Não quero histórias que ficaram entre o partir e o ficar, sem princípio, meio e fim.
Sabes? Gostaria de falar-te de outras coisas. De sonhos, de desejos, de fantasias que foram preenchendo as horas dos meus dias.
Gostaria de falar-te da beleza que ficou por descobrir, dos passeios que ficaram por concretizar, do tanto que tivemos por inventar, das coisas mais simples da vida que deixámos por partilhar.
Queria dizer-te, até, que poderíamos ter alcançado o inatingível. Sabes que através dos sonhos tudo se torna possível? O nosso imaginário consegue chegar até onde a nossa alma nos levar. E tudo se torna tão bonito.
Posso contar-te que, juntos, já caminhámos à beira mar numa praia deserta, contemplámos o por de sol num fim de tarde de verão sentados na areia. Mergulhámos, lado a lado, numa onda branca e conseguimos chegar perto dos mais belos corais no fundo do mar. Depois de admirarmos um mundo de mil cores onde se respira natureza pura, nadámos de mãos dadas até à superfície dos oceanos. Para lá das águas cristalinas, sentimos o sol de um dia acabado de nascer que nos iluminou o rosto. Lembras-te da nossa dança na praia? Aquela que ficou por inventar? Conseguimos ondular os nossos corpos e enlaçámo-nos numa agitação lenta dos sentidos. À nossa volta, o som do mar cruzou-se com o cântico das gaivotas e, antes de partirmos, desenhámos o nosso nome na areia. Sabes? Ainda sinto o sabor a sal que ficou na nossa pele.
Juntos, percorremos estradas limpas e frescas, caminhámos devagar por entre montes e vales, saltámos nas pradarias. No final, descansámos abraçados debaixo de uma árvore no bosque secreto que guardou os nossos beijos. Consegues sentir o aroma das flores campestres? Tenho uma guardada nas páginas do livro que escrevi para ti.
Gostaria de falar-te do quanto acreditei que tudo poderia ser possível. Da esperança de ver-te chegar com uma rosa vermelha na mão e um brilho no olhar. Dos teus braços abertos para me levarem até ao mais alto dos rochedos e, de lá, admirar contigo a mais sublime das paisagens. Das semanas a viver-te por completo, dos meses de partilha, dos anos a teu lado com sorrisos.
Queria pegar nas palavras que te escrevi e declamar-tas num poema eterno. Queria recitar-te, num cenário de neve a cair numa noite de dezembro, o que a minha alma viveu por nós.
Gostaria finalmente de confessar-te que, ao reencontrar-te, senti confiança. Coragem para gastar a minha voz num grito e exclamar, de coração aberto, que renasceu a minha capacidade de lutar. Lutar, mas desta vez, por mim. Porque agora, mais do que nunca, quero recuperar a minha liberdade. A de ser feliz. Concedes-me esse direito?
Laura
Querida Ametista, amiga da minh'alma ...
ResponderEliminarA Laura sempre foi livre ... sempre voou mais alto!
P.S. Não consigo dizer mais ... as palavras ficaram à chuva e estão por enxugar...
Minha querida Quimera,
ResponderEliminarJá disseste tanto...
Não merecem os corações despedaçados tocar as estrelas...?
Obrigada por fazeres parte da minha vida... estás e sempre estarás na minha alma...
Um beijo de gratidão da Laura
Pedacinhos de luar para ti, Amiga
Minha querida manuska
ResponderEliminarSenti-me nostálgica ao ler as palavras... e em simultâneo adorei cada uma delas, cada frase, cada parágrafo.
Luta por ti...sempre! Às vezes a marota da felicidade está mais perto do que pensamos.
Beijos...muitos.
Minha querida ónix,
ResponderEliminarEu e as minhas nostalgias, n'é verdade? O que hei-de fazer...? Sinto o que sinto, sou o que sou...
A felicidade é mesmo marota, como dizes... mas não faz mal, porque sou feliz em outras coisas... umas delas é estar aqui...
Adoro-te, maninha
As palavras são tuas o sentir é teu. Eu li e fico caladinha, deixo uma
ResponderEliminarA Quimera abraça a Laura ...
ResponderEliminarA Diana dá a mão à Leonor ... ouviu falar de uma porta mágica ... dizem que vai dar a felicidade ... Companhia para a jornada...? Lá não chove ... a alma fica sempre sequinha pelos raios de sol, colorida pelo arco-iris...
Luar de Prata
As mãos estão dadas... até sempre, Amiga da minh'alma...
ResponderEliminarPercorramos este caminho sem limites por entre os nossos sentidos e palavras que são tão nossas...
Adoro-te, n'é verdade? (esta frase pegou e ficou!)
E tu sabes que adoro receber flores... vindas de uma grande Flor(deliz), mais reconfortante se torna o gesto...
ResponderEliminarUm abraço grande para ti, amiga
ResponderEliminarOlá querida amiga!
Só hoje vi que fizeste mudanças aqui. Gostei muito.
As tuas palavras vão ao encontro do que estou a sentir.
Espero que estejas bem, amiga.
Estive algum tempo ausente, por necessidade de gerir algumas emoções e encontrar o caminho, outra vez , e mais uma vez...
Fica bem, amiga.
Beijinho.
Obrigada, querida Gota.
ResponderEliminarEspero que os dias que se aproximam te ajudem a acalentar a alma... também eu ando ausente, porque o trabalho é mais que muito e o tempo vai escasseando...
Que encontres o caminho certo para ti e cheio de tudo de bom que mereces...
Eu fico bem... tenta ficar também, tá?
Sorrisos... muitos para ti