16 abril, 2008

Infância, que Saudades!

 


São tantas as saudades da minha infância...


Quando brincava com as minhas irmãs no quintal da minha mãe...


Até de ver as lagartixas passarem rente aos canteiros eu sinto saudades.


De me pendurar na nespereira (que já não existe) do quintal de cima e comer as laranjas e as tangerinas saborosas das árvores que ainda hoje estão lá.


Que saudades de me escapar para o olival acima do nosso quintal!


Trepar pela figueira que dava acesso à 'nossa pequena floresta' e esconder-me entre as árvores quando a minha mãe e a minha avó chamavam


por mim.


Que saudades do 'meu bosque'...


Saudades de saltar ao muro de acesso à casa do meu vizinho para jogarmos à apanhada.


De tantas vezes saltar, cheguei a partir a cabeça.


Saudades das peças de teatro que eu e as minhas manas inventávamos com as nossas vizinhas. A representação era no quintal e eu era sempre o gato, claro.


É o que faz ser a irmã mais nova.  


Brincámos tanto no sótão das vizinhas às escondidas.


Saudades de saltar à corda e jogar ao elástico e à tardinha jogar ao monopólio e ao jogo das palavras (quando já éramos mais crescidinhas).


Saudades dos gatinhos que tivemos.


O quanto chorámos quando partiram...


Saudades das portas de casa abertas e de ir a pé para a escola sem medo.


Saudades do cheirinho da flor de laranjeira na Primavera...


Que saudades da inocência...


Que saudades de brincar...


 


 

2 comentários:

  1. Fizeste-me recuar no tempo que por vezes é tão cruel e impiedoso.. os teatrinhos de quintal.. as nossas amiguinhas Paula e Teresa - onde quer que estejas,Teresinha, deixa-me dizer-te que te recordarei sempre com carinho com a certeza que um dia nos voltaremos a encontrar.. - os nossos gatinhos Tareco e Ami.. as árvores que ainda guardam alguns segredos.. obrigada pelas tuas belas palavras descritas de forma tão comovente.. mas a vida continua .. temos de a viver com mais intensidade.. dar-lhe mais valor.. abraçá-la para não a largar jamais.. beijo

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  2. Anos das nossas vidas que ficarão para sempre nas nossas memórias... Quem está ausente ficará sempre presente nos nossos corações... A nossa infância será recordada para todo o sempre, mana...

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(deixa uma palavra para eu arrecadar no sótão)